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Pesquisa da Level Group/CENAM confirma 5 tendências ESG para o Supply Chain

A Level Group, em parceria com o CENAM - Centro Nacional de Modernização Empresarial, publicou em Agosto de 2022 uma pesquisa sobre Gestão de Terceiros e Fornecedores, o que só reforça a tendência do mercado na adoção das melhores práticas de ESG (do inglês Environment, Social and Governance, cuja tradução livre para o português seria Governança Ambiental, Social e Corporativa) no dia-a-dia das empresas.

Na pesquisa, foi possível constatar os seguintes números:

1 - Para mais de 75% dos pesquisados, as análises e controles de Compliance/Jurídico, aspectos financeiros e documentos cadastrais são as prioridades para avaliação de fornecedores. Ou seja, estabelecer controles, regras jurídicas e compromissos de responsabilidade legal junto aos fornecedores e prestadores de serviço já é mandatório nas relações entre empresas.

2 – Houve um apontamento significante na demanda crescente por novas tecnologias e automatização de produtividade. Tecnologia e práticas em gestão de terceiros continuam a atender mais de 75% dos pesquisados e cerca de 70% indicam que as principais atividades que deverão ter crescimento na contratação de terceirização são Tecnologia de Informação, Manufatura/Operações e Compras/ Logística. Ademais, 33% dos pesquisados indicam que os seus fornecedoras deveriam capacitar sua oferta de trabalho em inovação e tecnologia. Este indicador é muito interessante, pois trata-se de um vetor de reconhecimento em demandas de novas tecnologias, criatividade e inovação. Neste sentido, abre-se um caminho de viabilidade e sustentabilidade para empresas startups, que possuem alta tecnologia para otimização de processos e automatização de rotinas, já que as empresas não conseguiriam por conta própria. A busca pelo diferencial competitivo através da inovação é algo a ser valorizado e faz parte da estratégia ESG.

3 – Quanto aos principais riscos a serem mitigados pelas empresas,  mais de 75% estão associados aos temas trabalhistas, previdenciário, segurança e saúde ocupacional e interrupção de atividades. Neste tópico, mais uma vez aparecem questões de governança trabalhista, fiscal e operacional. Ou seja, empresas que não apresentam governança corporativa e negligenciam a regulação são “carta fora do baralho” e não terão como prosperar em um cenário altamente legalizado e formalizado. A informalidade é quesito desclassificatório para qualquer tipo de empresa que tente se aventurar no fornecimento de serviços a terceiros.

4 - Mais de 65% das empresas que contratam serviços terceirizados irão criar ou fortalecer critérios ESG com seus fornecedores. Neste ponto, devemos alertar as empresas a respeito de auditorias envolvendo compromissos ambientais, sociais e corporativos. Ou seja, as empresas deverão apresentar evidências de programas de governança e não apenas políticas no papel, que ainda não foram executadas. Não basta ter apenas compromisso com sustentabilidade e controles de gestão corporativos. Será necessário comprovar estes compromissos com planos de ação e ativos tangíveis, passíveis de contabilização. As exigências serão incluídas em contratos e qualquer omissão ou compromisso não exercido será caracterizado como greenwashing, que significa ter a intenção de criar uma falsa aparência de sustentabilidade, induzindo o mercado em erro, para usufruir indevidamente de uma qualidade que não exerce. Ou seja, cometer uma fraude, ao afirmar que possui compromissos com os princípios preconizado pelo ESG e não exercê-los.

5 – Por fim, quase um terço dos pesquisados confirma que será dado mais ênfase à criação e uso de indicadores para acompanhamento dos serviços terceirizados. Ou seja, mapear processos, impor métricas na qualidade do atendimento (Service Level Agreements – SLA) e ter indicadores relacionados a governança corporativa dos fornecedores sob controle, inclusive no que se refere a evidências relacionadas a proteção de dados pessoais, principalmente com a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados, serão as exigências para os próximos 5 anos. A prioridade será a criação de indicadores de acompanhamento de toda a gestão de terceiros.

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