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Operadoras canadenses celebram hoje acordo de proteção mútua de governança contra interrupção dos serviços

Hoje, 9 de Setembro de 2022, entra em vigor um arrojado Memorando de Entendimentos, assinado pelas 13 principais operadoras canadenses de telecomunicação, para prestarem ajuda mútua caso uma delas se deparar com uma grande interrupção de rede.

A concorrência entre elas foi deixada de lado para que as operadoras pudesses traçar planos de contingência e respostas a incidentes em conjunto, a fim de combater imprevistos que levam à interrupção dos serviços, inclusive ataques cibernéticos.

Trata-se de um ato de defesa do setor, que favorece principalmente os clientes, que terão preservados os serviços, mesmo no caso de algum “apagão” técnico ou operacional.

O Ministro da Inovação, Ciência e Indústria do Canadá, François-Philippe Champagne, celebrou a iniciativa, visando prevenir qualquer tipo de “apagão” no sistema de telecomunicações canadense, como o que aconteceu com a operadora Rogers, a maior delas, no dia 8 de Julho, quando ficou 15 horas fora do ar. De acordo com o documento enviado pela Rogers, a interrupção teria sido causada por uma falha na atualização dos roteadores em sua rede, o que fez com que o gateway de internet, o gateway principal e os seus roteadores de distribuição interrompessem a comunicação entre si, bem como com as redes de celular, corporativas e a cabo.

A interrupção no serviço da Rogers derrubou perto de 25% da conectividade de internet do país, impactando transações financeiras pela internet ou de sacar dinheiro em caixas automáticos, paralisando inclusive setores vitais, como saúde e segurança. Muitos serviços de emergência que atendem pelo número 911 não puderam receber chamadas, vários hospitais relataram impactos em seus serviços.

No Memorando de Entendimentos, as operadoras se comprometeram a fornecer suporte e a assistência, necessários para que os canadenses possam usar telefonia, acessar o 911 e realizar transações comerciais.

De acordo com o Ministro, o Canadá tem uma agenda ambiciosa de resiliência de telecomunicações em torno de três pilares:

  • redes e sistemas robustos
  • planejamento e preparação coordenados
  • fortalecimento da responsabilidade

As operadoras também apresentaram grande preocupação com os ataques cibernéticos, que podem colocar vários serviços digitais indisponíveis, comprometendo sistemas vitais de saúde e segurança, por exemplo. A cooperação entre elas é tratada como um plano de contingência, no caso de um “apagão cibernético”, mantendo-se a disponibilidade mínima operacional das telecomunicações, mesmo em situações de sinistro.

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