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O desejo e o temor da mudança

3, 2, 1... Feliz 2024! As viradas de ano são sempre tão esperadas, como uma chance que nos damos para renascer, mudar, inovar. Ao mesmo tempo, toda a mudança traz consigo o receio em relação ao desconhecido. O fato é que nada permanece estático no mundo, e se não abraçarmos a possibilidade de inovar certamente ficaremos para trás em relação a todo o universo que nos cerca.

Esse princípio se aplica a todas as esferas da vida, inclusive no ambiente profissional. Como você e sua organização lida com a questão da necessidade de mudança? Pesquisas apontam que apenas 1/5 das pessoas realmente são capazes de impulsionar inovação no seu dia a dia. Mas porque uma parcela tão grande de pessoas não utiliza a inovação como uma alavanca de crescimento? É verdade que algumas delas, de fato, não entendem a correlação das mudanças no tempo e não veem a inovação como necessária. Mas a grande maioria dos profissionais entende sim esta dinâmica, porém não são capazes de inovar com mais frequência porque não dispõem dos recursos necessários.

O dia a dia das organizações é intenso, errático e complexo, o que leva muitas vezes, gestores, de qualquer área que seja, a trocar o importante pelo urgente e focar quase que exclusivamente em atividades voltadas para dentro da empresa. Quantas vezes você já não se deparou com uma agenda repleta de trabalhos administrativos, processos críticos para resolver, longas reuniões, incêndios para apagar, situações com a equipe, etc. Além de exigir um investimento muito grande de energia, esse dia a dia também consome a imensa maioria do seu tempo, sobrando muito pouco para que você possa observar, pensar e analisar o mundo fora da empresa. Aí está o primeiro fator que limita a aceleração de inovação nas empresas, o Tempo disponível.

A multiplicidade e velocidade do ecossistema de tecnologia nos leva ao segundo fator limitante, o Tempo necessário para acompanhar, triar e avaliar inovação. A evolução tecnológica tem possibilitado um avanço exponencial de soluções inovadoras, de forma que a quantidade de aplicações cresce em uma rapidez nunca antes vista, tornando muito difícil o acompanhamento de tudo o que é gerado. Essa rapidez de desenvolvimento faz também com que a obsolescência ocorra num tempo muito menor, fazendo com que o conhecimento adquirido hoje possa não ter valor em um futuro não muito distante. Para trazer ainda mais complexidade a esse cenário, uma infinidade de soluções surgem diariamente, muitas delas usando a palavra inovação de forma inadequada e outras tantas, ainda em um estágio incipiente de concepção, sem qualquer tipo de aplicação real de uso e resultado.

Pois é, quando tratamos de inovação, a vida dos gestores, em especial da área de Compras não é simples. É o desafio constante de conciliar as pressões para fazer cada vez mais e melhor, com a escassez de Tempo disponível e Tempo necessário para inovação.

Bem, é sobre isso que vamos tratar a partir deste mês na coluna da Open Doors: Como ajudar gestores em suas jornadas de inovação. Através de uma curadoria estruturada, a Open Doors desenvolve um ecossistema de parceiros com soluções que congregam ao mesmo tempo inovação e experiência de mercado. A partir do entendimento de Desafios reais, conectamos gestores a Soluções reais de inovação, já aplicadas e com resultados tangíveis. Porque inovar é necessário, mas arriscar nem sempre.

Falaremos de tecnologia com um olhar de negócio e de inovação de forma ampla, mostrando que essa é uma pauta que deve permear todas as áreas dentro das organizações. A intenção é desmistificar o conceito de inovação, mostrando que é possível seguir caminhos menos ariscados mas mesmo assim muito poderosos, que inovação deve sim gerar retornos financeiros tangíveis, e que permanecermos parados enquanto o mundo muda é tudo o que precisamos temer!

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