É com grande honra que me apresento como curadora dos painéis sobre A Mulher no Mercado de Trabalho aqui na página de Diversidade.
Primeiro, sou mãe e madrasta de três moças incríveis, de 14, 16 e 18 anos – e eu quero que elas vivam num mundo melhor. Formada engenheira civil, numa turma em que menos de 20% eram mulheres, tenho 25 anos de experiência profissional. Junto com uma colega, fomos as primeiras mulheres contratadas como trainees em uma grande construtora.
Saindo de lá, segui uma carreira de 21 anos em Procurement, sendo os primeiros 18 deles em empresas com perfil altamente masculinizado e, em uma época, que não se falava em diversidade ou empatia pelas questões femininas em geral.
Esse histórico já conta um pouquinho da minha trajetória e porque este tema é tão importante para mim. Tenho muitas histórias sobre ser mulher no mercado de trabalho para compartilhar. Sobre situações vividas por mim, minhas colegas e alguns gestores que fizeram diferença na minha vida, me ensinando o que fazer e o que não fazer para dividir com vocês, num processo de troca em que eu amaria receber seus feedbacks, dúvidas, comentários e histórias de vida.
Para começar, vocês também verão que o mote desta coluna e um dos meus lemas (e eu tenho alguns), sempre será: eu foco na solução. Pensar assim fez muita diferença nos resultados que alcancei e este painel trará sempre esse fundo positivo.
Em outras palavras, sim, os problemas e desafios existem. Não são "mi-mi-mi" e eles nos afetam, uns mais que outros a depender da sua magnitude, impacto, nível de resiliência de cada um e até de como está o nosso dia – nem sempre estamos nos nossos melhores dias, não é? Mas “remoer” o problema não o resolve.
A partir desta premissa, tento avaliar o que está acontecendo por vários ângulos, procurando colocá-lo num contexto mais amplo: por que estão agindo assim? Quais são os aspectos pessoais, profissionais, culturais e vieses inconscientes destas pessoas? Dar alguns passos para trás ajuda a olhar a situação de fora, como se estivesse flutuando sobre a cena. Ter esta visão mais ampla te dá subsídios para pensar numa solução mais assertiva.
Pense nisso, e da próxima vez que estiver enfrentando algo desafiador, não importa o quê, respire fundo algumas vezes, reencontre seu equilíbrio e então avalie a situação como se estivesse de fora, buscando todas as variáveis.
Você não precisa ter resposta automática para tudo. Pedir um tempo para pensar não a tornará fraca ou incapaz; dar a resposta errada em palavras ou ações talvez. Quem é de Procurement sabe que, mesmo em uma negociação estratégica, olho no olho, às vezes temos que pedir um tempo, voltar para casa e fazer nossa lição antes de dar um retorno para o fornecedor.
Nesta coluna, na página de Diversidade, você encontrará histórias e entrevistas com pessoas maravilhosas sobre temas como Resiliência, Sororidade, Comunicação, Solução de Problemas e muitos outros que serão fonte de inspiração para qualquer pessoa.
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