Quando falamos de ESG (Environment, Social & Governance ou, em um português, algo como Governança Ambiental, Social e Corporativa), muitas vezes nos deparamos com a dificuldade de diagnosticar e metrificar as boas práticas de sustentabilidade.
Neste sentido, após anos de estudos, pesquisas de legislações e melhores práticas internacionais, o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural criou a Escala Cidadã Olga Kos, que acaba de ser homologada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
E, para isso, será necessário que a empresa se submeta a um extenso roteiro baseado em cinco variáveis, 20 indicadores e 37 requisitos. Dentro das variáveis, estão a arquitetônica (se a empresa tem piso tátil para deficientes visuais, por exemplo), a comunicacional, que avalia, além de comunicação acessível aos públicos interno e externo, bem como se há barreiras de comunicação interpessoal e discursos inclusivo e
tradução na linguagem de sinais para outros idiomas, e a metodológica, que considera a eliminação de barreiras nos programas de capacitação e se o processo de seleção e capacitação são inclusivos.
Há ainda a variável programática e atitudinal que consideram se as práticas da empresa estão dentro do que ela prega como missão e valores e o clima organizacional, respectivamente.
Ao todo, há quatro níveis que indicam se a organização está no caminho certo, como o nível um, que indica que ela tem potencial inclusivo. O patamar seguinte, que é o nível 2, indica se a empresa tem valores e objetivos inclusivos reconhecidos e encontra-se em fase inicial de implementação. O próximo, que é o nível 3, indica que há políticas e ações inclusivas que são aceitas e executadas por grande parte da empresa e existe evidências do envolvimento e empenho da alta direção. Por fim, empresas plenamente inclusivas estão no nível 4, que mostra que as ações e políticas estão consolidadas, são monitoradas e são parte de um ciclo de melhoria contínua.
Quando Elon Musk, multi empreendedor e principal proprietário da Tesla e do Twitter, diz que o ESG é o "Diabo Encarnado", muito desta assertiva deriva da dificuldade em se determinar critérios internacionais que se refiram às boas práticas de sustentabilidade. Vejam que esta certificação reconhecida pelo Inmetro é aferida apenas no Brasil e não tem validade internacional. Assim sendo, para que uma empresa tenha reconhecimento internacional em suas empreitadas de ESG, se faz necessário o reconhecimento regulatório regional, uma vez que não há certificações de caráter mundial. Por isso, a dificuldade de se adotar métricas internacionais, uma vez que elas são regionais e cada País adota um tipo de exigência.
Por isso, quando sou consultado a respeito do que fazer neste sentido, sempre recomendo que a empresa deve estar "ESG Committed", ou seja, que a instituição tenha compromisso com as boas práticas de sustentabilidade. Assim, fica muito mais fácil de se obter as certificações regionais, através de uma estratégia internacional, uma vez que a governança ambiental, social e corporativa já faz parte da cultura da empresa, independentemente do país.
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