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Custo Total na Compra de Indiretos

Por muito tempo os custos na logística não tiveram a devida atenção, e se pensarmos que até hoje persistem os fretes grátis em muitos sites de e-commerce, talvez ainda precisemos falar muito dele.

Segundo o FMI, os custos logísticos chegam à 12% do PIB mundial, nos EUA representam em torno de 9,9% da economia deste país. Em média, para muitos negócios esse custo pode variar entre 2% e 10% das vendas, dependendo do que é considerado no cálculo.

Guardando similaridades com o conceito econômico de custo total que significa a soma dos custos fixos e variáveis de uma empresa, o custo total logístico (total logístic cost), segundo definição do dicionário do IMAM é: “a soma de todos os custos logísticos envolvidos, desde a aquisição de matérias primas até o custo de distribuição ao cliente final”.

Desta forma estamos falando de custos de uma enorme amplitude de atividades que vai desde a compra da matéria prima, ou da compra de mercadoria para revenda, até entrega do produto ao cliente final.

Nesta imensidão de atividades, quais atividades considerar para o cálculo do custo logístico total? Qual o momento específico da entrega do produto ao cliente final? Como calcular esses custos?

 Algumas destas atividades são bem definidas e bem calculadas, como o custo de transporte, já outras nem tanto, como o custo de colocação do pedido, por exemplo.

Esta complexidade é ainda maior quando se trata da compra de materiais indiretos, pois neste caso ainda se acrescenta uma grande diversidade de cadeias de suprimentos. A cadeia de suprimentos de material de limpeza é bem diferente da cadeia de material elétrico.

Por isso, estabelecer padrões de cálculos precisos do custo total na compra de materiais indiretos é quase impossível, sendo recomendado considerar os custos mais relevantes para o negócio.

Um exemplo é a troca de luminária de um galpão. Um galpão de 12 metros de pé direito pode exigir equipes e equipamentos específicos, mas para um de 4 metros, talvez uma escada resolva.

Há empresas que no primeiro caso consideram como custo o valor pago à empresa terceirizada especializada na troca de luminárias, custo esse que pode aumentar se o fornecedor da luminária não entregar no prazo, incorrendo em horas a mais da equipe de manutenção.

Por outro lado, a eficiência operacional de um fornecedor também tem seus custos, como o custo de estocagem, ou taxas de frete mais caras pela urgência, mas que se bem planejada, estes custos podem ser evitados.

É comum na cadeia de fornecimento de indiretos achar que tudo pode ser pago pela margem e pelo volume negociado, mas a depender o item, uma variação de preço de 10% já é boa parte, ou toda, a margem de um fornecedor.

Por isso, a análise de custo total colabora com a seleção de fornecedores de maior eficiência operacional.

Conclui-se que a escolha de fornecedores mais caros, ou mais baratos, com maior ou menor nível de serviço deve ser feita com base em quais custos totais logísticos serão considerados, sem isso, nenhum fornecedor parceiro poderá atender às expectativas de seu cliente.

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