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A idade chegou. E chegará para todos. E agora?

O mundo gira e avança com esses novos ares e muitas coisas acabam mudando muito rapidamente.

Recentes gerações têm por característica trazerem um pacote de novidades. Algumas já necessárias há tempos e, portanto, muito bem-vindas, outras mostram uma ruptura agressiva e escancaram modelos e formatos inovadores e impensados até então. Acabam marcando sua época e viram referência destas gerações.  

Existem, claro, modismos de todos tipos e coisas que não duram um verão. Vão embora com a mesma velocidade que chegaram.

Ainda existem também aquelas novidades de gosto duvidoso e por isso polêmicas. Fatalmente são aquelas que mais tarde muitos que as experimentaram acabaram por se envergonhar no futuro por tê-las promovido. Roupas, gírias, cabelos, penteados, músicas etc. Afinal quem nunca....

Nada disso é novo, este comportamento vem se repetindo geração após geração.

Uma das características mais marcantes das atuais gerações é o engajamento em causas ligadas ao combate ao preconceito, pelo respeito a diversidade, pela pluralidade de gênero, cor, opção sexual.

Porque todos tem o direito de assumirem o que verdadeiramente são e de serem respeitados e ouvidos como qualquer pessoa.

Particularmente acho que esta seja uma das causas mais nobres e bacanas destas novas gerações.

Afinal gerações passadas, como a minha, estão atoladas até os cabelos com vieses inconscientes de todos os tipos.

Nossa amiga Tati Botta certamente irá contribuir bastante em sua coluna com este assunto, referência que é sobre o tema.

 A verdade é que pessoas das gerações passadas estão sendo bastante desafiadas a se reinventarem (ainda bem) e jogarem fora todo este entulho de segregação e preconceito que carregaram por tanto tempo, mesmo que inconscientemente.

Nossa sociedade mudou (ou quer mudar) impulsionada por estes novos valores.

Que bom que existam pessoas que pensem esta causa da igualdade plena entre nós, humanos.

Entretanto, observo que alguns destes jovens engajados, parecem que esqueceram de incluir no seu radar de diversidade os mais velhos.

Como se o termo diversidade se aplicasse apenas aos demais grupos e minorias.

Dentro das empresas tenho observado este fenômeno com uma certa frequência.

Na ânsia de promover mudanças, de forma ágil, disruptiva, inovadora e descolada e se valendo dos termos e jargões do momento, do modismo corporativo, alguns profissionais da nova geração acabam rotulando os mais velhos como os grandes vilões desta transformação.

A verdadeira antítese da mudança personalizada em tons prateados.

A verdade é que a experiência conta. Contou ontem, conta hoje e contará sempre.

David Bowie faleceu aos 69 anos e se manteve ativo e relevante até o fim.

Bowie faleceu em 10 de janeiro de 2016, após uma batalha contra o câncer. Ele manteve sua doença terminal em segredo do mundo até o fim e trabalhou incansavelmente em uma série de projetos diferentes, incluindo o álbum Blackstar, lançado em 8 de janeiro, dois dias antes de morrer, e o musical Lazarus, que estreou um ano antes em 2015.

Outra referencia dentre muitas outras, Oscar Niemeyer, foi um dos arquitetos merecidamente mais renomados de todo mundo. Faleceu aos 104 anos, produzindo, sendo relevante.

Não se trata portanto de idade.

Aos mais novos fica o alerta.

É nesta hora que a diversidade sai pela porta, o respeito ao próximo pede licença e o “velho” e bom viés inconsciente se apresenta, de novo.

Desta de vez repaginado de forma ágil, disruptiva, inovadora e descolada.

2 comentários
José Renato Borsato
José Renato Borsato Comentou em 5 de abril de 2022
André, parabéns pela abordagem ampla e correta de diversidade. Os jovens, ao não incluírem os mais velhos na “definição “ de diversidade, estão sendo tão preconceituosos como acham que são todos os idosos. Parabéns mais uma vez pela abordagem. JRBorsato
Tati Botta
Tati Botta Comentou em 19 de abril de 2022
Lindo artigo! Chutemos pela porta as nossas ideias definitivas e deixemos entrar o diferente. A única coisa definitiva é o respeito, isso sim deve ser uma condição rígida e indiscutível. O resto… há controvérsias…

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