Hoje vamos falar da turma dos cabelos prateados e o mercado de trabalho. Em um mundo que preconiza a automação de tudo e grandes transformações na forma de trabalhar, a pergunta que sempre vem à tona é: “teremos empregos para todos, na medida em que as máquinas e robôs avançam em muitas atividades hoje realizadas por humanos?”
Por André Gurgel
Dentro deste contexto, como ficam os mais jovens e inexperientes? E aqueles com mais “quilometragem”? Como a expertise humana dos "jovens de cabelos prateados" ganha espaço na era dos bots?
Concomitante ao fenômeno da Indústria 4.0, está em curso uma imensa transformação demográfica que já está afetando a nossa relação com o trabalho. Estamos tendo cada vez menos filhos e, estamos vivendo cada vez mais.
Pela primeira vez na história, cinco gerações estão trabalhando juntas.
Neste contexto, a presença de profissionais seniores no ambiente de trabalho também tem registrado aumento relevante.
Este fenômeno vem sendo comprovado por órgãos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ambas possuem estatísticas consistentes que comprovam o crescimento de profissionais seniores no mercado de trabalho.
Estas estatísticas apontam para uma expectativa de vida global ascendente, tanto para homens quanto para mulheres. Este envelhecimento da população mundial é um fenômeno que se observa também aqui no Brasil.
Entretanto, ainda não vemos programas estruturados ou grandes preocupações das empresas por aqui em empregar estes profissionais.
Neste contexto, e dada a estatística inequívoca de crescimento da população de maior faixa etária, percebemos que não se trata, portanto, apenas de uma questão de inclusão ou diversidade, mas sim de promovermos uma atividade profissional de mais longo prazo. E, que acompanhe a todos em uma expectativa de jornada de vida mais longeva, e ainda, porque não, mais produtiva.
Muitos jovens de hoje viverão mais que seus pais e avós. Precisamos repensar o futuro desses jovens, tanto quanto o presente de quem já chegou lá.
Existe, a meu ver, um ganho imenso nessa mistura e convivência entre gerações, onde as empresas poderão se beneficiar do melhor de cada uma delas. Além de catalisar um aprendizado imenso a seus funcionários em questões de conhecimento, tolerância, respeito, empatia e porque não dizer de amor ao próximo; ganham as empresas e também os investidores, funcionários, clientes e a sociedade como um todo.
Afinal, como já disse a ex Kid Abelha, Paula Toller: “Idade eu tenho, mas não uso”.
Vamos então deixar essas questões etárias de lado e bora lá sermos felizes e produtivos na nossa jornada.
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